Converter carro para GNV! Compensa?
Depois de um tempo sumido, o gás natural veicular (GNV) vem voltando a conquistar pessoas, principalmente devido ao aumento do preço dos combustíveis.
Apesar da conversão ser simples e ser realizada em qualquer veículo, há prós e contras que devem ser levados em consideração antes de realizar o procedimento.
Atualmente, os kits disponíveis no mercado estão mais modernos e utiizam injetores a gás. Alguns veículos, como o Palio Weekend, vêm de fábrica com o sistema.
A seguir, mais informações que devem ser analisadas antes de converter o seu veículo para GNV:
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- Apesar da possibilidade de conversão para qualquer veículo, os que são movidos à álcool se adaptam melhor.
- O carro perde potência então, dê preferência para veículos com motor acima de 1.6.
- Apesar de ser mais econômico e render mais, só compensa para quem se desloca muito mensalmente.
- O porta-malas perderá boa parte da capacidade de bagagem.
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Converter o carro para GNV nem sempre vale a pena
- O carro fica mais pesado e sua estrutura sofre mais. Então será preciso reforçá-la e trocar as molas.
- Há maior desgaste do amortecedor, das velas de ignição, cabos e embreagem.
- O risco de combustão é menor e é ecologicamente correto.
- O intervalo de troca de óleo e a vida útil do motor é prolongado.
- Não há possibilidade de adquirir combustível batizado.
- Após adquirir o kit, ele pode ser transferido para qualquer outro veículo no futuro.
- Se o carro estiver na garantia de fábrica e houver problemas no motor, o fabricante não cobre. Você terá que acionar a empresa que instalou o kit ou a fabricante do mesmo.
- Não há muitos postos que oferecem esse tipo de combustível.
Se você decidir fazer a adaptação do sistema, saiba que custa em média 3.500 reais e deve ser realizada por uma oficina autorizada pelo Inmetro. Após o serviço, exija a nota fiscal e o certificado de homologação. Depois agende uma visita para vistoria, leve todos os documentos exigidos e pronto.
Saiba também sobre peças mais baratas e o que compensa mais, consórcio ou financiamento.
Sobre o autor
O pai de André já teve alguns carros clássicos antes de falecer, como Diplomata, Chevette e Opala. Após completar 18 anos, tirou carteira de moto e carro, comprando então sua primeira moto, uma Honda Sahara 350. Fez um curso de mecânica de motos para começar uma restauração na moto, e acabou aprendendo também como consertar alguns problemas de carros. Seu primeiro carro foi uma Nissan Grand Livina de 2014 e pretende em breve comprar uma picape diesel. No caminho, vai compartilhando tudo que aprende no site Carro de Garagem.
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