Se não fossem os pneus, a indústria automobilística não poderia ter desenvolvido os potentes e modernos veículos que existem atualmente. A idéia da criação dos pneus, revestimento das rodas, aconteceu em 1843 com Charles Goodyear e o processo de vulcanização da borracha.

De lá para cá, os pneus passaram por diversos processos e utilizaram diversas matérias-primas. A partir de 1974 foi criado a inovação mais importante em relação aos pneus e que é utilizada até hoje: o pneu runflat (que não precisa de câmara, pode rodar vazio). Infelizmente, ele é pesado e por isso, já estão sendo estudadas e desenvolvidas novas soluções mais leves, resistentes e ecológicas.

Muita gente considera que os pneus são todos iguais, só mudam de tamanho. O que a maioria não sabe é que, quando um novo carro é desenvolvido, junto com ele também é desenvolvido um novo pneu que se adapte às necessidades do veículo.

A montadora cria uma lista de requisitos (peso do veículo, frenagem, comportamento de digiribilidade em pista seca e molhada, mudança de faiza, etc) e envia para a fabricante de pneus.

Depois, são realizadas diversas reuniões entre as duas na qual são trocadas várias informações e testes para se chegar à uma definição. Muitas vezes, a montadora precisa rever o projeto do veículo porque o pneu, com as condições que ela precisa, podem ter um custo muito elevado e não valer a pena.

Pneus

Pneu e suas curiosidades

O período de criação de um novo pneu dura em média 2 anos. Após os testes e a definição do modelo ideal (peso, matéria-prima, tamanho, etc), as primeiras unidades são testadas nos protótipos do veículo que será lançado.

Somente, 6 meses antes do lançamento oficial do veículo é que o pneu final começa a ser testado. Após a aprovação nos testes de homologação eles, finalmente, podem ganhar as ruas.

A seguir, algumas curiosidades a respeito dos pneus:

  • O pneu é desenvolvido com diversos tipos de borracha (de 15 a 20 tipos). Como cada tipo tem uma função, eles são criados individualmente, depois são agrupados nas suas respectivas posições (banda, interior, lateral, outros) e, finalmente, são vulcanizados juntos dando forma à sua conhecida estrutura.
  • O pneus aumenta de tamanho (expande cerca de 2%) mas, não é possível enxergar a olho nu. Isso acontece porque, quando em movimento, o ar depositado no seu interior pressiona a parte interna do pneu.
  • Há diversas informações situadas na lateral do pneu: tamanho do aro, largura da banda de rodagem, altura em relação à banda, índice de carga e velocidade máxima suportada (quando possui a letra W no final, quer dizer que ele suporta até 270 km/h. Y suporta até 300 km/h e “Y”- entre aspas- suporta acima dos 300 km/h).
  • O pneu tem validade de 5 anos e é contado a partir da data de fabricação. A data é localizada na lateral do pneu, composta por 3 dígitos, perto da sigla DOT. Os dois primeiros dígitos significa a semana e o último é o ano (ex: 269 – 26º semana do ano de 2009).
  • Os pneus são responsáveis por grande parte do consumo dos veículos, em média 20% nos carros e 33% nos caminhões.
  • Os pneus dos aviões são calibrados com nitrogênio e podem ser recauchutados 11 vezes. O nitrogênio proporciona menor alteração da pressão interna em relação a variação de temperatura. Algumas pessoas costumam calibrar os pneus dos seus carros com nitrogênio já que ele proporciona menos desgaste aos pneus. O problema é que é difícil de achar lugares que oferecem esse tipo de serviço e é cobrado.
  • Muitos veículos agrícolas, como tratores, costumam utilizar água no seu interior para adquirir maior peso e mais aderência na terra fofa.
  • A pressão dos pneus varia de acordo com a carga transportada e o conforto desejado.
  • O maior pneu do mundo é fabricado nos E.U.A e voltado para caminhões de mineração. Mede 4,30 m, aro 63, pesa 5,7 t e custa em média 50 mil dólares.
  • Atualmente, os pneus tem como principal matéria-prima o petróleo. Para um pneu comum, de carro de passeio, são gastos em média 25 litros de petróleo.
  • Atualmente, os pneus não precisariam ser obrigatoriamente de cor preta. O que determinava essa cor era a fuligem porém, hoje é utilizada a sílica. Assim, caso desejassem, os pneus poderiam ser de qualquer cor, até mesmo transparentes.

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