Querosene mancha ou estraga a pintura do carro?

Escrito na categoria "Automóveis e veículos" por André M. Coelho.

Ao limpar seu carro, quando você percebe manchas principalmente de óleo, você quer logo encontrar um litro de querosene pra completar a limpeza. Essa talvez possa não ser uma decisão muito inteligente.

O querosene é um líquido originado do petróleo que possui diversas características específicas. Para o caso da limpeza, seu alto poder de solvência é a característica que mais importa, além se seu alto ponto de inflamação (dificuldade de pegar fogo). É insolúvel em água, o que pode dificultar também sua limpeza completa de uma superfície qualquer.

Você pode passar o querosene na superfície de seu veículo, desde que não seja em sua forma pura e muito menos com seu veículo no sol. Não é recomendado que você faça o uso do solvente, pois este uso deve ser feito por um profissional de limpeza qualificado e capacitado para a tarefa. Seu uso não pode ser constante e deve ser feito apenas e somente com manchas muito pesadas, como manchas de piche.

A tintura de seu veículo possui uma camada de proteção por cima. Quanto mais produtos químicos fortes você usar, menor fica essa camada protetora e mais vulnerável aos danos do tempo e clima estará seu veículo. Muitos produtos de limpeza no mercado fortalecem essa proteção e devem ser usados com uma certa frequência.

Produtos químicos de limpeza

O uso do querosene tem que ser feito de forma cuidadosa e sob orientação de um profissional da limpeza. (Foto: acigol.com.br)

O mercado também oferece produtos de limpeza como opção ao querosene. Porém, o segundo ainda é mais utilizado pelo seu valor mais barato nas lojas.

É recomendado também manter o querosene longe de crianças e das partes mais delicadas da lataria de um carro, como borrachas de vedação e outros. Ele pode agir desgastando estes materiais e danificando mais ainda seu veículo.

Portanto, a utilização do querosene pode sim, danificar ou estragar a pintura de seu carro se for feita com alta frequência e sem os cuidados necessários par ao manuseio do produto químico.

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

O pai de André já teve alguns carros clássicos antes de falecer, como Diplomata, Chevette e Opala. Após completar 18 anos, tirou carteira de moto e carro, comprando então sua primeira moto, uma Honda Sahara 350. Fez um curso de mecânica de motos para começar uma restauração na moto, e acabou aprendendo também como consertar alguns problemas de carros. Seu primeiro carro foi uma Nissan Grand Livina de 2014 e pretende em breve comprar uma picape diesel. No caminho, vai compartilhando tudo que aprende no site Carro de Garagem.

Deixe um comentário