Um item fundamental para que o veículo funcione e entre em movimento é a vela de ignição.

Porém, antes de falar sobre a vela de ignição, falaremos um pouco sobre o sistema de ignição.

Esse sistema é formado por diversos componentes e tem como função proporcionar uma alta voltagem às velas de ignição, em tempo pré-estabelecido e de forma ordenada.

Há dois tipos de sistemas de ignição: convencional e eletrônico. Ambos sistemas são compostos por bobina de ignição, cabos de ignição, bobina impulsora e quatro velas.

A diferença fica por conta da ignição normal possuir um distribuidor enquanto a ignição eletrônica possui uma ignição estática e é ligada à central de injeção eletrônica.

Na ignição convencional a voltagem decresce à medida que a rotação do motor aumenta devido à diminuição do ângulo de permanência. Já na ignição eletrônica, a voltagem é maior e permanece uniforme mesmo em altas rotações.

Agora que sabemos como funciona a ignição, podemos falar à respeito da velas. A vela de ignição é um componente elétrico que se situa na cabeça do cilindro.

Velas de ignição

Cada veículo possui um tipo de vela de ignição.

Sua função é emitir energia (voltagem elétrica) para a câmara de combustão, transformando-a em faísca para acender a mistura ar/combustível.

As velas de ignição apresentam um eletrodo central isolado conectado à uma bobina, que é ligada à um distribuidor ou central. Na base da vela há um terminal aterrado e dentro do cilintro há uma folga de ignição.

Assim, a bobina envia uma voltagem para a vela, através do distribuidor ou central, que produz uma faísca na sua ponta. Como a vela se encontra no interior da câmara de combustão, a faísca gera uma explosão da mistura ar/combustível.

Com isso, o combustível localizado no interior do cilindro entra em combustão e aumenta de tamanho empurrando o pistão para baixo. Nesse momento, é gerada uma força rotativa que proporciona movimento ao eixo do motor e às rodas.

Como há diversos tipos de motor, com diferentes cargas térmicas, é necessário diferentes tipos de velas. Há velas com menor e maior capacidade de dissipação e absorção de calor (velas quantes e velas frias).

A vela de ignição deve ser escolhida de acordo com o comprimento da rosca do cabeçote e seguir as especificações do motor e do manual.

Entre os diversos problemas relacionados às velas de ignição estão: perda de potência, aumento do consumo de combustível, aumento ou diminuição dos gases poluentes expelidos e dificuldade de dá partida.

A vida útil da vela depende de diversos fatores como o sistema de ignição e o tipo de combustível utilizado pelo veículo. Porém, as montadoras recomendam trocá-las entre de 10 mil e 15 mil km para veículos e 3 mil e 5 mil km para motos.

Saiba também o que é injeção eletrônica e como é o funcionamento do motor de um veículo a álcool e/ou gasolina.

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